terça-feira, 26 de junho de 2007
Instituto Ecoar oferece curso sobre o aquecimento global
Data: 29 e 30 de junho de 2007
Local: Escola da Cidade
Endereço: Rua General Jardim, 65 – Vila Buarque São Paulo - SP
Horário: 09h às 17h – módulo de 16 horas
Investimento: R$ 100,00
Mais informações por e-mail: luciano@ecoar.org.br
Mais informações por telefone: (11) 3129-5765
OBS: Vagas limitadas
Sobre o Instituto Ecoar
O Instituto Ecoar é uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), sem fins lucrativos, que atua com projetos florestais, educação ambiental e cidadania. Sua missão é contribuir para a construção de sociedades sustentáveis e em equilíbrio com a natureza. Fundada por um grupo de ambientalistas e pesquisadores após a Eco-92 e o Fórum Global, é responsável pela implantação de mais de 50 projetos de meio ambiente e educação em todo país. Credenciada pelo IBAMA e DPRN para desenvolver o Programa de Reposição Florestal Obrigatória no estado de São Paulo, possui dois viveiros que juntos produzem mais de 2 milhões de mudas por ano.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Al Gore recebe prêmio Príncipe de Astúrias
FONTE: O Estado de S. Paulo
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Aquecimento global em pauta
Confira, a seguir, duas matérias sobre o tema. A primeira foi publicada no site de notícias Yahoo, no dia 6 de junho de 2007, e fala sobre a possível destruição de momumentos históricos em diversas cidades do mundo, devido ao aquecimento da Terra; e a segunda saiu na revista Carta Capital, também no dia 6 de junho de 2007 (página 56) e fala sobre o lançamento de uma cartilha educativa sobre o meio ambiente.
Aquecimento ameaça marcos culturais, aponta ONG
A elevação do nível dos mares, o crescimento dos desertos e a intensificação dos fenômenos climáticos ameaçam importantes marcos culturais do mundo, informa o Fundo Mundial dos Monumentos em seu mais recente relatório dos locais mais ameaçados do planeta. A lista deste ano dos 100 Locais Mais Ameaçados - que inclui pontos em 59 países, inclusive no Brasil - é a primeira a incluir o aquecimento global entre as diversas pressões que, segundo a organização, ameaçam o patrimônio cultural e arquitetônico da humanidade.Outros fatores incluem conflitos políticos, poluição, turismo e - como no caso do local brasileiro citado, o distrito histórico da cidade goiana de Parangatu - o desenvolvimento imobiliário. "Nesta lista, o homem é, de fato, o inimigo", disse a presidente do Fundo, Bonnie Burnham, em nota. "Mas, da mesma forma que causamos o dano, podemos repará-lo".Os Estados Unidos têm o maior número de locais ameaçados, sete. Há seis no Peru, cinco na Índia e na Turquia, e quatro no Reino Unido. Na Mauritânia, desertos cercam a Mesquita de Chinguetti. Na Antártida, uma cabana usada, há mais de um século, pelo explorador Robert Scott corre o risco de ser soterrada por tempestades de neve cada vez mais intensas.
Cartilha para o meio ambiente
O governo federal lança um kit de publicações educativas
Comemorações e protestos misturam-se nos setores do governo federal que lidam com a chamada educação ambiental não-formal, aquela realizada fora do âmbito escolar. Para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, e a Década da Educação Ambiental para as Sociedades Sustentáveis, proclamada pela Unesco em 2005, o Ministério do Meio Ambiente lança em Brasília um kit de publicações, a ser entregue a formadores de opinião no Brasil e nos países africanos de língua portuguesa.
"Será uma ferramente para educadores ambientais populares", promete Marcos Sorrentino, titular do Departamento de Educação Ambiental do ministério.
O Brasil foi um dos 40 países que aderiram imediatamente à Década de Educação Ambiental, informa Celso Schenkel, coordenador de ciências naturais na Unesco/Brasil, que também tem parceria com o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (Cedbs), para estimular a implementação da educação ambiental em empresas.
Enquanto isso, 326 serviços da antiga coordenação de educação ambiental do Ibama, e os respectivos núcleos estaduais, continuam em greve contra a Medida Provisória 366/07, de 26de abril, que partiu em duas a agência ambiental federal.Apesar de a MP ter previsto que a educação ambiental seria um dos pilares da nova política dos organismos, ela não consta nos organogramas do novo Ibama ou do recém-criado Instituto Chico Mendes.
"A ministra Marina Silva garantiu a presença desta área nos dois órgãos. Mas como, sem duplicar funções nem aumentar despesas públicas", indaga Elisabeth Uema, da antiga coordenação do Ibama. Uma das funções da coordenadoria era acompanhar os licenciamentos ambientais. Dos 22 centros de pesquisa do Ibama, 15 ficarão sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
05 de junho - Dia do Meio Ambiente
Dia do Meio Ambiente alerta sobre riscos do degelo
Partes das regiões polares já se aquecem duas ou três vezes mais rápido que a média global
Reuters
TROMSOE, Noruega - O Dia do Meio Ambiente foi marcado nesta terça-feira, 5, por eventos alegres como plantio árvores e culinária usando o calor do Sol, na Ásia, mas também com a divulgação de informações pessimistas sobre as calotas polares.
A Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu Tromsoe, na Noruega, para ser a sede global dos eventos relacionados ao dia, ressaltando o perigo representado pelo derretimento do gelo e da neve.
Num dia ensolarado de primavera no Círculo Ártico - depois de um inverno que, segundo os moradores locais, foi preocupantemente ameno -, cientistas divulgaram novas advertências, mas também disseram que está crescendo o movimento político para limitar as emissões de gases causadores do efeito estufa.
"A mensagem para hoje é aceitar os sinais das mudanças no clima e elaborar um plano para solucionar os problemas", disse Rajendra Pachauri, presidente do Painel Internacional sobre a Mudança Climática (IPCC) da ONU.
Na Grécia, a população pretendia apagar as luzes por dez minutos, para demonstrar seu compromisso com a proteção do meio ambiente.
A divulgação de novos relatórios sobre o aquecimento global aumentou a conscientização no mundo todo no último semestre, mostrou uma pesquisa da Universidade Oxford.
Os maiores poluidores do mundo, Estados Unidos e China, já indicaram que vão cortar as emissões de dióxido de carbono, e o assunto deve ser um dos principais da cúpula do Grupo dos Oito (G8) que acontece nesta semana. Mas há quem ache que o ritmo das providências está lento demais.
Um novo relatório da ONU disse que o derretimento do gelo e da neve das regiões polares e das montanhas terão efeitos até em países distantes.
Centenas de milhões de pessoas serão afetadas, com a elevação do nível dos oceanos, com problemas nos rios da Ásia e com o derretimento do Ártico. O texto Perspectiva Global para o Gelo e a Neve, escrito por mais de 70 especialistas, disse que os glaciares estão recuando, o permafrost (terra congelada) está se aquecendo e a precipitação de neve está ficando inconstante em muitas regiões.
Partes das regiões polares já estão se aquecendo duas ou três vezes mais rápido que a média global. O enorme Manto de Gelo da Groenlândia está derretendo mais rápido que a formação de gelo novo. Se ele derreter totalmente, os oceanos vão subir até 7 metros.
Se o nível do mar subir um metro que seja, 20% da população vietnamita, por exemplo, perderá suas casas, disse a ONU na terça-feira.
Link: http://www.estadao.com.br/especial/global/noticias/2007/jun/05/201.htm
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Atriz americana grava comercial contra o aquecimento global
Jessica Biel gravou nesta semana um comercial contra o aquecimento global. De roupão e toalha na cabeça, ela retira o lixo de casa, leva até a lixeira e mostra ao público a importância de separar o lixo reciclável do comum.O comercial faz parte da campanha de Al Gore para combater o aquecimento global.
As imagens foram divulgadas hoje no UOL e assim que o vídeo estiver disponível no YouTube postarei aqui para vocês.
Mexa-se!
O aquecimento global já deixou de ser assunto de ficção científica e tornou-se realidade. O planeta todo está sofrendo, inclusive o Brasil. Seca na Amazônia, desertificação no Nordeste, furacão e tornados no sul... Esses fenômenos climáticos extremos são claras evidências dos problemas causados pela queima irresponsável de combustíveis fósseis por automóveis, indústrias e usinas termoelétricas e pela destruição das florestas do mundo...
São apenas uma amostra de um terrível futuro que pode estar muito mais próximo do que imaginamos. Milhões de pessoas são vítimas de catástrofes como estas todos os anos. E ninguém está livre do problema!
JUNTE-SE A NÓS! PROTESTE AGORA!
Acesse já:
http://www.greenpeace.org.br/ciberativismo/clima
Ainda há tempo para ação! É preciso que governos do mundo todo diminuam drasticamente as emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas. E o Brasil, que pela destruição de suas florestas é o 4º. maior emissor mundial, precisa combater o desmatamento e investir muito mais em energias limpas, como a do sol e a dos ventos.
"Você controla a mundaça climática"
Vale a pena conferir, principalmente porque as dicas servem para todos!
UE lança campanha para diminuir aquecimento global
O programa convoca os cidadãos a fazer pequenas mudanças em sua rotina para ajudar no problema
BRUXELAS - A União Européia lançou uma nova campanha de conscientização pedindo que seus cidadãos ajudem a frear o aquecimento global, adicionando que pequenas mudanças na rotina, como diminuir em um grau o termostato, podem fazer a diferença.
A campanha, apelidada de "Você Controla a Mudança Climática", dá aos cidadãos cerca de 50 dicas "fáceis de fazer" para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa, disse o Presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso.
"Ela deixa claro a extensão da nossa responsabilidade sobre as mudanças climáticas e o que os indivíduos podem e precisam fazer para limitar essa ameaça", disse Barroso.
A Comissão Européia disse que os lares dos 25 países do bloco contribuem com cerca de 16% da emissão total de gases do efeito estufa da UE, a maioria da qual vem da produção e do uso de energia.
A campanha de conscientização da UE, que encoraja as pessoas a "Baixar. Desligar. Reciclar. Andar", nos pôsteres, será lançada em cada país membro nos próximos dias, de acordo com as autoridades.
O Primeiro Ministro Belga Guy Verhofstadt, que se juntou a Barroso no lançamento da campanha, disse que seu governo convocaria todos os cidadãos e empresas a participarem.
As dicas usadas na campanha também podem ser baixadas em um site especial da UE, que inclui outras sugestões como desligar as televisões, computadores e sons ao invés de colocá-los no modo stand-by, ação que segundo a UE economizaria 10% da energia consumida por esses aparelhos.
Como parte da campanha, as crianças em idade escolar são encorajadas a adotar um compromisso de anotar o progresso em diminuir a poluição.
A comissão disse que cada cidadão europeu é responsável por 11 toneladas de emissão de gases do efeito estufa, principalmente dióxido de carbono, por ano. A maioria dessas emissões é causada pela produção e uso de energia, cerca de 61%, seguida pelo transporte, 21%, ambos utilizando combustíveis fósseis, como carvão, gasolina e óleo, que liberam emissões de carbono quando queimados.
Link:www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/mai/29/159.htm
terça-feira, 29 de maio de 2007
Pequeno preço a se pagar para que haja um futuro
O último relatório da ONU, de Bangcoc, revela que o combate ao aquecimento global custaria 0,12% do produto interno bruto anual para conseguir manter o aquecimento a 2 graus, valor que os cientistas afirmaram ser o necessário para evitar as mudanças desastrosas no clima mundial previstas para o futuro, caso nada mude na emissão de gases.
Para o controle no crescimento absurdo do aquecimento global seria necessária uma queda entre 50% a 85% da emissão de dióxido de carbono até 2050. Segundo a ONU, os avanços tecnológicos mostram que essa meta não é uma utopia. É possível, se houver um esforço coletivo por uma ação imediata.
Como não há mais desculpas para esperar, o que deve acontecer agora é uma pressão da população sobre seus governadores. Pois, como disse Rajendra Pachauri, presidente do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), “em uma democracia, no final das contas é o povo que vai criar pressão para mudanças e iniciativas”.
O relatório ainda coloca algumas opções que podem ajudar os governos na luta pela diminuição de emissão de gases nocivos. Agora, como dito anteriormente, é o nosso papel pressionar nossos superiores para que sejam colocadas essas e outras medidas em prática!
Opções do relatório da ONU:
- Estimular a eficiência energética, repassando o "preço do carbono" aos consumidores e produtores, ou seja, que os preços na economia levem em conta o dano ambiental causado pela queima de combustíveis.
- Criar novas leis, impostos e mercados de troca de permissões de emissão de carbono.
- Taxar as emissões de carbono no setor energético. Um preço de US$ 20 a US$ 50 por tonelada de dióxido de carbono transformaria o setor energético, aumentando a participação das fontes renováveis na matriz energética para 35% até 2030 (quase o dobro da fatia registrada em 2005).
- Estimular o uso de fontes de energia renováveis, como eólica, solar e geotérmica, com subsídios, tarifas preferenciais e compra obrigatória.
- Estimular mudança nos padrões de construção, economia obrigatória de combustíveis, mistura de biocombustíveis e investimento em melhores serviços de transporte público.
- Criar medidas de seqüestro de carbono, o que "têm potencial para dar uma importante contribuição" na mitigação das emissões até 2030.
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Pop, Gore volta a atacar Bush após seis anos
Pela primeira vez sem negar que é candidato à Casa Branca, democrata critica em livro administração do oponentePara o adversário derrotado por Bush no pleito de 2000, o governo do republicano isolou os EUA e deixou o mundo mais perigoso
SÉRGIO DÁVILADE WASHINGTON - Depois de seis anos e meio de silêncio em relação ao desempenho do atual ocupante da Casa Branca, Al Gore, o candidato democrata derrotado nas eleições de 2000, partiu para um ataque furioso contra o governo de George W. Bush. Para o ex-senador e ex-vice-presidente de Bill Clinton, a administração do republicano isolou os EUA, deixou o mundo mais perigoso e minou o sistema constitucional que dá base ao país.
Além disso, para invadir o Iraque Bush usou "uma combinação fabricada de vingança mal direcionada e dogma desorientado para dominar a discussão nacional, sobrepor-se à razão, silenciar a oposição e intimidar aqueles que questionassem sua lógica tanto de dentro quanto de fora da administração". Ainda, o governo atual "perdeu o contato com a realidade" e "usou a linguagem e a política do medo para direcionar a discussão pública sem levar em conta provas, fatos ou o interesse público".
As afirmações estão no livro "The Assault on Reason" (o ataque à razão), escrito por Al Gore, que chegou às livrarias dos EUA anteontem e teve trechos amplamente divulgados pela imprensa nos últimos dias. As acusações foram confirmadas em uma série de entrevistas com o democrata.
Os ataques eram esperados desde dezembro de 2000, quando Gore ganhou as eleições presidenciais no voto popular mas viu a Presidência escapar-lhe em decisão da Suprema Corte do país, que ordenou que a recontagem dos votos fosse interrompida no Estado da Flórida, dando assim a vitória no Colégio Eleitoral para o ex-governador do Texas, o republicano George W. Bush.
Artilharia dupla
Al Gore vem se juntar a outra figura pública que parte para o ataque frontal ao governo Bush: o ex-presidente democrata Jimmy Carter (leia texto ao lado). No período, viu sua popularidade crescer por conta do ativismo ecológico que lhe valeu um Oscar (pelo documentário "Uma Verdade Inconveniente") e rumores de uma indicação ao Nobel.
A ferocidade e o ineditismo das declarações levaram a Casa Branca a reagir. Indagado anteontem sobre o trecho em que Gore diz que Saddam Hussein não era ameaça real aos EUA e que o presidente Bush "forjou as provas" de que o iraquiano estava atrás de armas atômicas, o porta-voz da Casa Branca foi seco: "Bem, a segunda declaração é falsa", disse Tony Snow.
Já a primeira, afirmaria, "contradiz declarações anteriores do senador Gore -então vice-presidente Gore. Assim, vou deixar para que ele retifique essas diferenças". Mais adiante, instado a comentar outro trecho do livro, em que o democrata escreve que "o presidente enganou o público ao sugerir que o Iraque estava envolvido no 11 de Setembro", Snow foi eloqüente.
"Infelizmente", disse o porta-voz, "o vice-presidente provavelmente tem prestado atenção às mesmas pessoas que deliberadamente o enganaram. O presidente deixou claro várias vezes que não havia relação entre Saddam Hussein e o 11 de Setembro". Tony Snow disse ainda não saber "se eles vão reimprimir o livro depois de corrigir os fatos".
A esgrima verbal levou Washington a se questionar: por que Al Gore parte para o ataque apenas agora, quando a campanha para a sucessão de Bush em 2008 começa a esquentar? Ele é pré-candidato, afinal? Sempre peremptório em sua negativa, o democrata relativizou pela primeira vez em entrevista na última edição da revista "Time": "Não descartei [concorrer à Presidência]. Mas não acho provável que isso aconteça".
De qualquer forma, mesmo dizendo seguidamente nos últimos seis meses que não concorrerá, vê seu nome aparecer nas pesquisas de opinião pública em terceiro, com 12%, ao lado de John Edwards e atrás de Hillary Clinton e Barack Obama -todos democratas.
Em entrevista anteontem à noite ao apresentador da CNN Larry King, Gore diminui ainda mais o tom assertivo com que confirmava que não concorrerá. "Não vejo necessidade (de negar a candidatura"), disse.Em "Assault on Reason", porém, Gore não menciona as eleições de 2000. Ele chega a criticar a Justiça em geral, mas sem citar o caso que lhe valeu a perda da Presidência.
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Os novos planos de Al Gore
Mas o mais importante é, sem dúvida, a rodada de concertos musicais prevista para julho, denominada Live Earth. O evento será promovido por Kevin Wall, famoso na área de concertos globais, e todo o dinheiro arrecadado deverá ir para a Alliance for Climate Protection (da qual Gore faz parte). Os shows deverão acontecer em todos os continentes - inclusive na Antártida! - e, para o concerto em New Jersey, EUA, estão previstos artistas e bandas como Police, Smashing Pumpkins, The Dave Mathews Band, Alicia Keys e outros... Para o que vai ocorrer em Londres, estarão presentes Madonna, The Black Eyed Peas, The Beastie Boys, Duran Duran, Red Hot Chilli Peppers, entre outros. A transmissão ao vivo será feita por rádio, TV e internet para mais de cem países.
A eficiência desse tipo de evento deve ser questionada, já que, apesar de atingir milhões de pessoas, não há a menor garantia de que o objetivo de conscientizá-las a respeito do aquecimento global será atingido. As chances de isso acontecer, aliás, são mínimas, diante da lista de bandas e cantores pop que desviam toda a atenção para si. Aliar informação com entretenimento de forma a criar uma opinião é tarefa complicada, e não deveria ser realizada por produtores de concertos de rock (como nesse caso), interessados apenas em obter um sucesso instantâneo. O risco disso é transformar o aquecimento global em um modismo, ao invés de uma preocupação, aliando-o a personalidades que podem usar o tema como mais uma forma de marketing. Se o objetivo da alinça de Gore é colocar o assunto na cabeça das pessoas, em especial dos americanos, no sentido de provocar uma reação política que transforme a realidade num prazo de dez anos, talvez a abordagem devesse ser outra, tão politizada quanto o objetivo que se quer atingir.
Link da reportagem:
http://www.nytimes.com/2007/05/20/magazine/20wwln-gore-t.htm
terça-feira, 22 de maio de 2007
Sustentabilidade é a alma do negócio

Aquecimento global, créditos de carbono, emissões de gases poluentes. Esses e muitos outros temas que aparecem em discussões atualmente estão relacionados a um também novo popular conceito: a sustentabilidade.
Se procurarmos a palavra, vamos encontrar a seguinte definição:
Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado à continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.
Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, seus membros e suas economias possam preencher suas necessidades e expressar seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.
A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.
Para ser sustentável, um assentamento ou empreendimento humano, necessita atender a 4 requisitos básicos, ser:
· ecologicamente correto;
· economicamente viável;
· socialmente justo; e
· culturalmente aceito.
Fonte: Wikipedia
O bichinho da sustentabilidade não picou apenas a sociedade e seu mais novo e famoso porta-voz, Al Gore. As grandes corporações também passaram a se mobilizar para entrar nessa onda.
Veja abaixo textos encotrados em sites de grandes empresas que afirmam utilizar práticas sustentáveis:
Philips
http://www.sustentabilidade.philips.com.br
A preocupação com a preservação do meio ambiente está diretamente ligada ao planejamento estratégico da Philips, em que produtos, processos e serviços são revistos, planejados e produzidos com esse objetivo.
Desenvolver produtos que causem o menor impacto possível ao meio ambiente é a base de nosso princípio de negócio sustentável, seja pela diminuição de seu peso, menor uso de substâncias tóxicas, consumo de energia reduzido, reciclagem e descarte de embalagens, ou por acreditar que a prevenção ainda é a melhor solução.
Banco Real
http://www.bancoreal.com.br/sustentabilidade/
“A sustentabilidade é o principal negócio da minha carreira”
A frase de abertura, de Neubert Cecchetti, gerente regional do Banco no Rio de Janeiro, ilustra um movimento importante da nossa área que atua com empresas de médio porte. Nesse segmento, que reúne companhias bem estabelecidas, com receita anual de até R$ 150 milhões, nossos negócios crescem a uma taxa superior a 40% ao ano, e a sustentabilidade tem sido uma importante alavanca desse aumento. Muitas delas têm se aproximado do Banco por alinhamento de valores e já representam 12% do nosso faturamento com clientes corporativos.
São apenas dois exemplos de adoção às novas regras sustentáveis. E o exemplo do Banco Real mostra o motivo ($$$) pelo qual a palavra já passou a fazer parte do vocabulário da maioria corporações.
O lucro é um dos principais motivadores das ações sustentáveis realizadas por empresas. A imagem “empresa amiga da natureza” é outro motivo. Mas seria no mínimo ingênuo criticar ou enxegar de maneira negativa esse esforço. Enquanto os governos ainda estão discutindo seus planos de ação, as empresas passaram por cima dessa burocracia e estão trilhando seus próprios caminhos para diminuir os efeitos que causam ao meio ambiente. Qual o mal em lucrar com essas práticas sustentáveis? Já que estamos falando de empresas que tem o lucro no primeiro plano de seus negócios, não poderia ser diferente. O que não pode faltar é uma fiscalização para comprovar que essas práticas são realmente efetivas.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Exclusivo: Al Gore fala ao Repórter Eco
quinta-feira, 17 de maio de 2007
"Parabéns, vocês conseguiram."
Nossa realidade
quarta-feira, 16 de maio de 2007
R$50 milhões for your thought!
O presidente da empresa Virgin, Richard Branson, lançou, no dia 7 de fevereiro deste ano, a iniciativa de pagar 12,5 milhões de libras, o que da mais ou menos de R$51 milhões, para a pessoa que descobrir a melhor forma de limpar o dióxido de carbono da atmosfera. Al Gore, como bom ambientalista, se juntou a causa!
O presidente das empresas Virgin, o milionário britânico Richard Branson, está oferecendo 12,5 milhões de libras (cerca de R$ 51,5 milhões) para a pessoa que apresentar a melhor forma de retirar da atmosfera quantidades grandes de dióxido de carbono.
Branson lançou a competição nesta sexta-feira em Londres junto com o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore.
Um grupo de juízes vai avaliar as idéias apresentadas.
Branson afirmou que a humanidade precisa perceber a escala da crise em que se encontra.
"A Terra não pode esperar 60 anos. Quero um futuro para meus filhos e para os filhos de meus filhos. O tempo está passando", disse Branson em uma entrevista coletiva.
Desafio moral
Para avaliar as inovações que vão concorrer ao prêmio foram convidados James Hansen, chefe do Instituto de Estudos Espaciais da Nasa, o escritor e teórico James Lovelock, o ambientalista britânico Crispin Tickell, o conservacionista australiano Tim Flannery.
Os juízes buscam um método que irá retirar da atmosfera pelo menos um bilhão de toneladas de carbono por ano.
Al Gore, ex-candidato à presidência e agora ativista ambiental, se uniu ao presidente da Virgin.
"É um desafio moral à imaginação da humanidade para, na verdade, aceitar a realidade da situação que estamos enfrentando", disse Gore.
"Não estamos acostumados a pensar em uma emergência planetária, e não há nada em nossa história anterior, como espécie, que nos permita imaginar que nós, como seres humanos, podemos estar em um processo de destruição da habitabilidade do planeta", acrescentou.
Em seu recente documentário, Uma Verdade Inconveniente, Gore se concentrou no aquecimento global.
A captura e armazenamento de carbono já é uma área importante de pesquisa.
Cientistas tentam encontrar uma forma de remover o gás de efeito estufa da atmosfera e estocá-lo em campos extração de petróleo e gás, injetá-lo no fundo do oceano ou transformá-lo em líquidos ou sólidos que sejam termodinamicamente estáveis.
Efeitos da poluição sobre as obras humanas
Sem intervenção, Taj Mahal vai amarelar por causa de poluentes O Taj Mahal, na Índia, está ficando amarelo por causa da poluição. A afirmação foi divulgada em um relatório apresentado por uma comissão do parlamento local criada para investigar o assunto. O estudo diz que a construção deve ser submetida a uma intervenção imediatamente ou a camada que a envolve fará com que o mármore perca para sempre a brancura.
O monumento foi construído no século 17 na cidade de Agra em mármore branco, pelo imperador ShaJahan em memória de sua mulher. É um patrimônio tombado pela Unesco. O governo da região de Uttar Pradesh, onde se encontra Agra, proíbe há alguns anos a instalação de qualquer tipo de indústria num raio de 14 quilômetros ao redor do monumento e também a circulação de qualquer veículo motorizado no entorno da construção.
Apesar das proteções, os equipamentos que monitoram a saúde na área em torno do Taj Mahal apontaram uma presença constante de dióxido de enxofre e outras substâncias poluentes. Segundo especialistas, as mudanças climáticas também atuam sobre o mármore do monumento. A comissão parlamentar pediu à Archeological Survey of India que tome providências para salvar o monumento, que é o lugar mais visitado da Índia e é candidato forte para ser reconhecido como uma das novas sete maravilhas do mundo.
Eficiência dos combustíveis nos EUA
Bush Calls for Work for Higher Fuel Efficiency
By Jim Rutenberg and Edmund L. Andrew
Washington, May 14 — President Bush announced on Monday that he had directed his administration to begin the long process of establishing higher fuel efficiency standards for new cars. But officials said that it was unclear if at the end of that process Mr. Bush would take it upon himself to raise the gas mileage of the nation’s automobiles, which has not significantly increased in decades. And Mr. Bush, speaking in the Rose Garden on Monday afternoon, said nothing would be put into effect until the regulatory process was completed at the end of 2008, just weeks before the end of his term.
SAN FRANCISCO, May 14 — Lawyers representing California and 10 other states gave arguments here on Monday in a lawsuit intended to force the government to increase gas mileage requirements for minivans, pickups and sport utility vehicles. The suit, filed in November, asks the United States Court of Appeals for the Ninth Circuit to force the National Highway Traffic Safety Administration to conduct an environmental impact study of fuel efficiency standards announced in April 2006. Those rules, which require automakers to act by 2010, raised fuel efficiency requirements by a little over a mile per gallon.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Luta contra o aquecimento global

Desde 1978 que Al Gore, ex-vice-presidente democrata, vem alertando a população sobre a sistemática destruição do meio ambiente em escala mundial. A causa disso é o crescente acúmulo do dióxido de carbono que fica preso na atmosfera terrestre, causando o aquecimento global.
As imagens que vemos no documentário “Uma verdade inconveniente”, protagonizado pelo político, mostram as atuais alterações que o nosso planeta está passando, tais como o derretimento das geleiras da Antártica que se desmancham nas águas oceânicas e causam a morte de milhares de ursos polares que dependem delas para viver. Resultado: diversas espécies estão desaparecendo.
O aumento do nível térmico mundial é outro vilão e dele resulta uma série de furacões, enchentes, secas, pragas de insetos e epidemias. Chegará um ponto que as mudanças climáticas terão avançado de tal forma que a situação será irreversível e diversas cidades serão inundadas. Fica evidente a irresponsabilidade dos políticos que não reconhecem a urgência de propor mudanças para que não aconteça uma fatalidade. E mesmo as ações individuais devem ser incentivadas para que o quadro mude num futuro próximo.
Em entrevista ao Fantástico, do dia 13/05/07, Al Gore mostra-se otimista em relação à contenção do aquecimento global. Ele diz que nos EUA o atual Congresso está se “movimentando para exigir a redução das emissões”. Segundo o ambientalista, 472 cidades americanas aderiram de maneira independente ao Protocolo de Kyoto e, para ele, em breve a situação deverá mudar.
Quando questionado se os países mais ricos devem custear a redução de emissão de gases em países como o Brasil e a China ele diz: “Os países mais ricos devem, primeiro, tomar medidas para reduzir sua própria poluição. E, depois, devem cooperar com nações, como a China, para ajudá-los a reduzir mais rapidamente suas emissões. E trabalhar com o Brasil, por exemplo”.
Al Gore no Brasil
Desta vez Al Gore visita o Brasil por um motivo especial: divulgar o Live Earth. O evento será realizado no dia 7 de julho, e pode se tornar o maior concerto de música da história. O Live Earth acontecerá em sete cidades; Sydney, Tóquio, Xangai, Johanesburgo, Londres, Hamburgo, Nova Jersey e Rio de Janeiro. Os espetáculos têm como objetivo chamar a atenção do mundo sobre o problema do aquecimento global e dizer à população que está na hora de salvar o mundo. No Rio de Janeiro a praia de Copacabana foi o local escolhido para receber as atrações.
Mais do que uma questão ambiental
Uma Verdade Inconveniente mostra como e por quais motivos à emissão de substâncias poluentes e o mau uso dos recursos naturais tem impactado no aquecimento global e em demais problemas bastante atuais.
Trata-se de um filme bastante didático, que mostra por meio de gráficos, fotos e estudos o problema do aquecimento global. Há a claríssima intenção de alertar o público dos problemas pelos quais o planeta passa, mas pode-se notar uma dedicação maior para que mais especificamente o público americano preste atenção nisto.
O motivo o próprio filme diz: os Estados Unidos não assinaram o protocolo de Kyoto. Fazer com que a população saiba o porquê da importância do tratado e, conseqüentemente, fazê-la pressionar o governo americano é uma das intenções do filme.
Por isso, podemos pensar que indiretamente, mas ainda assim bastante explícita, é recolocar Al Gore no cenário político. Os 20 minutos finais são quase uma ovação ao político, faltando apenas o tradicional "vote em mim" dito pelos candidatos. Pode até ser que Al Gore não se candidate a nada nas próximas eleições americanas, mas o tom no qual o filme é finalizado deixa a forte impressão que isto não ocorrerá.
África e América do Sul estão fora das discussões
Por que a África e a América do Sul não tem significância neste filme? O aquecimento mundial, um problema global, é abordado sob várias formas e sempre citando o que aconteceria em vários pontos do planeta se a situação piorasse. Caso as calotas polares derretessem ou as correntes climáticas mudassem, por exemplo.
Em momento algum é mostrado o que ocorreria em algum ponto destes dois continentes? A única vez em que a América do Sul é citada é de passagem, quando Al Gore menciona a existência de um furacão que atingiu o Brasil em 2004. Índia, China, Europa, Japão, Estados Unidos, México... Todos estes países ou continentes são usados nos exemplos das possíveis conseqüências. América do Sul e África foram excluídos, como se não fizessem parte do planeta.
A questão da publicidade e o marketing
A mensagem catastrófica do aquecimento global está literalmente em toda parte. Ela doutrina nossas crianças nas escolas. Circula livremente nas mensagens publicitárias das empresas - criadas especialmente para mostrar a sua "responsabilidade social corporativa" e vender os seus produtos "ambientalmente responsáveis" (cuja pesquisa e desenvolvimento é provavelmente financiada por dinheiro proveniente dos impostos).
Somada a este substancial poder de fogo está uma mídia condescendente, que oferece capas e capas de revistas com fotos de gelo derretido, além da indústria cinematográfica e televisiva que não perde uma só oportunidade de fazer referência ao assunto. O próprio documentário de Al Gore esteve nos cinemas do país por meses e o ex vice-presidente é convidado para os talk-shows quase toda semana.
COLABORAÇÃO ESPECIAL: Vanessa Sulina
domingo, 13 de maio de 2007
O que podemos fazer para minimizar o efeito do Aquecimento Global?
- Passe a usar fontes de energia renováveis;
- Reciclar;
- Sempre que puder, andar ou usar bicicleta;
- Passe a usar fontes de energia renováveis como a eólica, solar, geotérmica, bagaçu da cana, etc;
- Confira se sua companhia elétrica oferece "Energia Verde". Se não, pergunte por quê?;
- Eleja líderes que prometam resolver esta crise;
- Plante árvores, muitas árvores;
- Incentive a utilização e produção de álcool;
- Aprenda o máximo que puder sobre a crise climática e repasse o seu conhecimento para os demais.
Para Al Gore a solução está em nossas mãos. Você concorda?
"Cada um de nós é uma causa do Aquecimento Global. Mas podemos optar por mudar isso com o que compramos, a energia que usamos, o carro que dirigimos. Podemos optar por baixar nossas emissões de carbono a zero. As soluções estão nas nossas mãos. Só temos que ter determinação para fazer acontecer. Somos capazes de nos superarmos e superarmos o passado? Está pronto para mudar o modo como você vive?"
Ouça agora a Canção que virou Hino contra o Aquecimento Global
Have I been sleeping?
I’ve been so stillAfraid of crumbling
Have I been careless?
Dismissing all the distant rumblings
Take me where I am supposed to be
To comprehend the things that I can’t see
Cause I need to move
I need to wake upI need to change
I need to shake up
I need to speak out
Something’s got to break up
I’ve been asleep
And I need to wake up
Now
And as a child
I danced like it was 1999
My dreams were wild
The promise of this new world
Would be mine
Now I am throwing off the carelessness of youth
To listen to an inconvenient truth
That I need to move
I need to wake up
I need to change
I need to shake up
I need to speak out
Something’s got to break up
I’ve been asleepAnd I need to wake up
Now
I am not an island
I am not alone
I am my intentions
Trapped here in this flesh and bone
And I need to move
I need to wake up
I need to change
I need to shake up
I need to speak out
Something’s got to break up
I’ve been asleep
And I need to wake up
Now
I want to change
I need to shake up
I need to speak out
Oh, Something’s got to break up
I’ve been asleep
And I need to wake up
Now
* Vencedora do Oscar na categoria de Melhor Canção.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Redução das emissões de carbono
Para debater mais sobre o assunto o Humanity & Environment conversou com Américo Kerr, professor e doutor em meteorologia pelo IAG-USP. Seu trabalho com pesquisas de poluição do ar com o CO2 e outros gases estufas gerados principalmente no uso de combustíveis fósseis são um dos principais componentes para o aumento do efeito estufa e sua interferência direta nas mudanças climáticas globais. Ressalta, que as pessoas pensam no efeito estufa como algo maléfico e na verdade, segundo ele, é uma coisa benéfica.
Humanity & Environment - O que é o efeito estufa?
Américo Kerr - É a radiação solar que atravessa a atmosfera terrestre e vem bater na Terra aquecendo-a. A Terra aquecida ela irradia de novo, não é reflexão. Enquanto a luz do sol é uma luz visível, a luz que a Terra irradia não é visível, a radiação da Terra ela não é visível, ela é infravermelha. A atmosfera é bastante transparente a esta radiação que vem do sol porque é uma radiação na luz visível, agora ela é bastante opaca as radiações infravermelho, então a atmosfera absorve o infravermelho e se aquece. Se não existisse esse efeito de aquecimento provocado pela atmosfera a estimativa é que a superficie terrestre teria uma temperatura média em torno de 18 graus negativos e temos hoje termos de 14,5 positivos. O efeito estufa é estremamente importante para a vida.

H&E - Quais os problemas com o aumento desse efeito?
Kerr - O problema é que a evolução tecnológica proporcionada pelo homem ao longo dos séculos condicionou a utilização em larga escala de combustíveis fósseis como o petróleo, ocasionando o aumento do poluente CO2 na atmosfera, bem como, a evaporação do metano o principal componente do gás natural que se utiliza em veículos. Quando você queima um combustível sobre alta pressão, que é o que se faz em um veículo diesel, você elimina óxidos de nitrogênio. Estes óxidos de nitrogênio por ação da luz eles acabam produzindo ozônio, um grande absorvedor de energia que interfere no efeito estufa. Assim, quando se usa caminhão, carro ou ônibus você estará emitindo CO2 da queima do combsutível, elimina metano de combustão incompleta ou da evaporação do combustível no abastecimento, do uso. O lançamento dos óxidos de nitrogênio acabam produzindo o ôzonio por reação fotoquímica.
H&E - Quais desses gases é mais prejudicial ao meio ambiente?
Kerr - O metano absorve muito mais radiação que o CO2. É que a quantidade dele que vai para a atmosfera é menor, mas ele é muito mais problemático que o CO2. O CO2 é gás principal no sentido de que é o principal gás estufa emitido pelo homem. O pessoal converte o efeito dos outros gases em termos de CO2, então se faz a equivalência.
H&E - Qual a grande mudança climática que pode ocorrer?
Kerr - A questão da água é a principal incerteza nas mudanças climáticas, tanto envolvendo chuva quanto vapor de água. Todo o processo de combustão ele termina em CO2 e água. As pessoas não prestam muita atenção, mas o principal gás estufa é o vapor de água. Quando você aquece mais, você produz mais vapor de água e a conseqüência disso é que provavelmente pode aumentar a temperatura, mas não necessariamente é isso o que acontece. Esse vapor de água vira nuvem e quando você forma nuvem, dependendo do tipo de nuvem se aquece ou esfria. Agora o que o homem tem colocado na atmosfera é CO2 e o metano, mas não é só isso, tem a decomposição do esgoto, a criação de gado, os animais quando ruminam, por exemplo, a vaca, o carneiro que liberam muito metano no processo.
H&E - Há outro gás que interfere no aumento do efeito estufa?
Kerr - Tem também o óxido de nitrogênio que é possível eliminar com a utilização de catalisadores. A produção desse óxido vem do nitrogênio que está no ar, que entra na atmosfera para queimar junto com os outros gases. Quando você usa catalisador você faz com que o óxido de nitrogênio volte a ser nitrogênio. Então isso evita a produção do ôzonio. Na combsutão há também a produção do monóxido de carbono quando você usa o catalisador você faz o monóxido de carbono tornar-se dióxido de carbono. CO não é um gás de estufa significativo, mas é muito danoso a saúde. E tem também o N2O (óxido nitroso) principalmente gerado pela agricultura e o CFC gerados por esses gases de ar condicionado (antigos).
H&E - E os biocombustíveis?
Kerr - Não podemos ter ilusões em relação ao biocombustível porque você vai estragar na outra ponta. Para você ter o biocombustível você tem que ficar plantando. Você tem que ocupar as terras e está destruindo vegetação natural para fazer o plantio de soja e de cana. Claro que o pessoal do agronegócio acha que isso é solução. Primeiro que não tem área suficiente para sustentar o mundo todo, seria preciso mais de um Brasil para sustentar o uso do combustível do mundo todo. Então, o combustível renovável ele é interessante. Mas, se vamos manter o nível de consumo que temos hoje, não vai ser solução, ele vai arrebetar toda a terra que temos no País. O mundo já perdeu 1/5 das áreas agriculturáveis. A terra depois de exposta, ela vai se desgastando, ela perde a capacidade dela de produção. A solução do biocombustível não vai ser boa, ela não vai resolver o problema atual porque a dimensão dela é problemática.
H&E - E o crédito de carbono?
Kerr - Há um grupo grande de pessoas que não concordavam com a questão da venda de crédito por não saber se seria possível contabilizar e acompanhar os processos. Na questão do lixo pode-se usar o gás da decomposição como combustível. Se você recicla algumas matérias-primas você economiza uma quantidade de energia monumental, como no caso das latinhas de alumínio. A energia para você reutilizar a latinha muitas vezes é menor do que aquela para extrair originalmente do minério. Uma das possibilidades é fazer estes tipos de projetos em países de terceiro mundo. No momento que você negocia você vai saber o quanto você vai absorver da atmosfera o CO2 ou quanto vai deixar de emitir para a atmosfera. O controle sobre isso que eu acho que não é muito seguro. O ideal é você optar por tecnologias que resolvam o problema. Você tem que investir mais, trocar metodologias de trabalho, mas é um trabalho que compensa a longo prazo. A palavra é sustentabilidade. Procurar soluções que consomem menos energia. O caminho é racionalizar a vida, o outro caminho é o imediatismo . Ele a longo prazo vai custar muito caro para a sociedade, então essas questões da compra vem no caminho da dissimulação.
Colaboração: Vanessa Sulina
terça-feira, 8 de maio de 2007
Custo baixo para manter as reduções climáticas é economicamente viável
quinta-feira, 29 de março de 2007
Projeto
Idéias:
- Incentivar o debate sobre o aquecimento global, que hoje é uma eminente ameaça à vida.
- Resgatar acontecimentos que aceleraram o fenômeno na Terra.
- Pensar em possíveis soluções para minimizar o problema a curto e longo prazo.
Referências:
- Protocolo de Kyoto
- Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC)
- Efeito Estufa
- Modelo de Hansen
- Derretimento das geleiras
- Greenpeace