quinta-feira, 31 de maio de 2007

Atriz americana grava comercial contra o aquecimento global

Jessica Biel gravou nesta semana um comercial contra o aquecimento global. De roupão e toalha na cabeça, ela retira o lixo de casa, leva até a lixeira e mostra ao público a importância de separar o lixo reciclável do comum.
O comercial faz parte da campanha de Al Gore para combater o aquecimento global.
As imagens foram divulgadas hoje no UOL e assim que o vídeo estiver disponível no YouTube postarei aqui para vocês.

Mexa-se!

Participe você também! Não custa nada e demora apenas 20 segundos para completar os dados e enviar o e-mail aos nossos, ditos, superiores, pressionando-os para uma ação contra o aquecimento global!

O aquecimento global já deixou de ser assunto de ficção científica e tornou-se realidade. O planeta todo está sofrendo, inclusive o Brasil. Seca na Amazônia, desertificação no Nordeste, furacão e tornados no sul... Esses fenômenos climáticos extremos são claras evidências dos problemas causados pela queima irresponsável de combustíveis fósseis por automóveis, indústrias e usinas termoelétricas e pela destruição das florestas do mundo...

São apenas uma amostra de um terrível futuro que pode estar muito mais próximo do que imaginamos. Milhões de pessoas são vítimas de catástrofes como estas todos os anos. E ninguém está livre do problema!

JUNTE-SE A NÓS! PROTESTE AGORA!

Acesse já:
http://www.greenpeace.org.br/ciberativismo/clima

Ainda há tempo para ação! É preciso que governos do mundo todo diminuam drasticamente as emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas. E o Brasil, que pela destruição de suas florestas é o 4º. maior emissor mundial, precisa combater o desmatamento e investir muito mais em energias limpas, como a do sol e a dos ventos.

"Você controla a mundaça climática"

Essa matéria, que fala sobre a campanha lançada pela União Européia, "Você controla a mundaça climática", foi publicada anteontem na seção Ciência e Meio Ambiente do site do Estadão.
Vale a pena conferir, principalmente porque as dicas servem para todos!

UE lança campanha para diminuir aquecimento global

O programa convoca os cidadãos a fazer pequenas mudanças em sua rotina para ajudar no problema

BRUXELAS - A União Européia lançou uma nova campanha de conscientização pedindo que seus cidadãos ajudem a frear o aquecimento global, adicionando que pequenas mudanças na rotina, como diminuir em um grau o termostato, podem fazer a diferença.

A campanha, apelidada de "Você Controla a Mudança Climática", dá aos cidadãos cerca de 50 dicas "fáceis de fazer" para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa, disse o Presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso.

"Ela deixa claro a extensão da nossa responsabilidade sobre as mudanças climáticas e o que os indivíduos podem e precisam fazer para limitar essa ameaça", disse Barroso.

A Comissão Européia disse que os lares dos 25 países do bloco contribuem com cerca de 16% da emissão total de gases do efeito estufa da UE, a maioria da qual vem da produção e do uso de energia.

A campanha de conscientização da UE, que encoraja as pessoas a "Baixar. Desligar. Reciclar. Andar", nos pôsteres, será lançada em cada país membro nos próximos dias, de acordo com as autoridades.

O Primeiro Ministro Belga Guy Verhofstadt, que se juntou a Barroso no lançamento da campanha, disse que seu governo convocaria todos os cidadãos e empresas a participarem.

As dicas usadas na campanha também podem ser baixadas em um site especial da UE, que inclui outras sugestões como desligar as televisões, computadores e sons ao invés de colocá-los no modo stand-by, ação que segundo a UE economizaria 10% da energia consumida por esses aparelhos.

Como parte da campanha, as crianças em idade escolar são encorajadas a adotar um compromisso de anotar o progresso em diminuir a poluição.

A comissão disse que cada cidadão europeu é responsável por 11 toneladas de emissão de gases do efeito estufa, principalmente dióxido de carbono, por ano. A maioria dessas emissões é causada pela produção e uso de energia, cerca de 61%, seguida pelo transporte, 21%, ambos utilizando combustíveis fósseis, como carvão, gasolina e óleo, que liberam emissões de carbono quando queimados.

Link:www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/mai/29/159.htm

terça-feira, 29 de maio de 2007

Pequeno preço a se pagar para que haja um futuro

“Os humanos precisam fazer profundos cortes nas emissões de gases nocivos nos próximos 50 anos para conseguirmos manter o aquecimento global sob controle, mas isso pode custar uma pequena fração da produção mundial”, disse o relatório da Organização Mundial das Nações Unidas. É um pequeno preço a se pagar por tudo o que a raça humana já causou a natureza e para se prevenir de futuros desastres ambientais.

O último relatório da ONU, de Bangcoc, revela que o combate ao aquecimento global custaria 0,12% do produto interno bruto anual para conseguir manter o aquecimento a 2 graus, valor que os cientistas afirmaram ser o necessário para evitar as mudanças desastrosas no clima mundial previstas para o futuro, caso nada mude na emissão de gases.

Para o controle no crescimento absurdo do aquecimento global seria necessária uma queda entre 50% a 85% da emissão de dióxido de carbono até 2050. Segundo a ONU, os avanços tecnológicos mostram que essa meta não é uma utopia. É possível, se houver um esforço coletivo por uma ação imediata.

Como não há mais desculpas para esperar, o que deve acontecer agora é uma pressão da população sobre seus governadores. Pois, como disse Rajendra Pachauri, presidente do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), “em uma democracia, no final das contas é o povo que vai criar pressão para mudanças e iniciativas”.

O relatório ainda coloca algumas opções que podem ajudar os governos na luta pela diminuição de emissão de gases nocivos. Agora, como dito anteriormente, é o nosso papel pressionar nossos superiores para que sejam colocadas essas e outras medidas em prática!

Opções do relatório da ONU:

- Estimular a eficiência energética, repassando o "preço do carbono" aos consumidores e produtores, ou seja, que os preços na economia levem em conta o dano ambiental causado pela queima de combustíveis.

- Criar novas leis, impostos e mercados de troca de permissões de emissão de carbono.

- Taxar as emissões de carbono no setor energético. Um preço de US$ 20 a US$ 50 por tonelada de dióxido de carbono transformaria o setor energético, aumentando a participação das fontes renováveis na matriz energética para 35% até 2030 (quase o dobro da fatia registrada em 2005).

- Estimular o uso de fontes de energia renováveis, como eólica, solar e geotérmica, com subsídios, tarifas preferenciais e compra obrigatória.

- Estimular mudança nos padrões de construção, economia obrigatória de combustíveis, mistura de biocombustíveis e investimento em melhores serviços de transporte público.

- Criar medidas de seqüestro de carbono, o que "têm potencial para dar uma importante contribuição" na mitigação das emissões até 2030.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Essa matéria, publicada hoje na Folha de S.Paulo, fala do rompimento do silêncio de Al Gore. Perto das eleições americanas o ex-candidato resolveu fazer críticas ao presidente americano George W. Bush.


Pop, Gore volta a atacar Bush após seis anos

Pela primeira vez sem negar que é candidato à Casa Branca, democrata critica em livro administração do oponentePara o adversário derrotado por Bush no pleito de 2000, o governo do republicano isolou os EUA e deixou o mundo mais perigoso


SÉRGIO DÁVILADE WASHINGTON - Depois de seis anos e meio de silêncio em relação ao desempenho do atual ocupante da Casa Branca, Al Gore, o candidato democrata derrotado nas eleições de 2000, partiu para um ataque furioso contra o governo de George W. Bush. Para o ex-senador e ex-vice-presidente de Bill Clinton, a administração do republicano isolou os EUA, deixou o mundo mais perigoso e minou o sistema constitucional que dá base ao país.

Além disso, para invadir o Iraque Bush usou "uma combinação fabricada de vingança mal direcionada e dogma desorientado para dominar a discussão nacional, sobrepor-se à razão, silenciar a oposição e intimidar aqueles que questionassem sua lógica tanto de dentro quanto de fora da administração". Ainda, o governo atual "perdeu o contato com a realidade" e "usou a linguagem e a política do medo para direcionar a discussão pública sem levar em conta provas, fatos ou o interesse público".

As afirmações estão no livro "The Assault on Reason" (o ataque à razão), escrito por Al Gore, que chegou às livrarias dos EUA anteontem e teve trechos amplamente divulgados pela imprensa nos últimos dias. As acusações foram confirmadas em uma série de entrevistas com o democrata.

Os ataques eram esperados desde dezembro de 2000, quando Gore ganhou as eleições presidenciais no voto popular mas viu a Presidência escapar-lhe em decisão da Suprema Corte do país, que ordenou que a recontagem dos votos fosse interrompida no Estado da Flórida, dando assim a vitória no Colégio Eleitoral para o ex-governador do Texas, o republicano George W. Bush.

Artilharia dupla

Al Gore vem se juntar a outra figura pública que parte para o ataque frontal ao governo Bush: o ex-presidente democrata Jimmy Carter (leia texto ao lado). No período, viu sua popularidade crescer por conta do ativismo ecológico que lhe valeu um Oscar (pelo documentário "Uma Verdade Inconveniente") e rumores de uma indicação ao Nobel.

A ferocidade e o ineditismo das declarações levaram a Casa Branca a reagir. Indagado anteontem sobre o trecho em que Gore diz que Saddam Hussein não era ameaça real aos EUA e que o presidente Bush "forjou as provas" de que o iraquiano estava atrás de armas atômicas, o porta-voz da Casa Branca foi seco: "Bem, a segunda declaração é falsa", disse Tony Snow.

Já a primeira, afirmaria, "contradiz declarações anteriores do senador Gore -então vice-presidente Gore. Assim, vou deixar para que ele retifique essas diferenças". Mais adiante, instado a comentar outro trecho do livro, em que o democrata escreve que "o presidente enganou o público ao sugerir que o Iraque estava envolvido no 11 de Setembro", Snow foi eloqüente.

"Infelizmente", disse o porta-voz, "o vice-presidente provavelmente tem prestado atenção às mesmas pessoas que deliberadamente o enganaram. O presidente deixou claro várias vezes que não havia relação entre Saddam Hussein e o 11 de Setembro". Tony Snow disse ainda não saber "se eles vão reimprimir o livro depois de corrigir os fatos".

A esgrima verbal levou Washington a se questionar: por que Al Gore parte para o ataque apenas agora, quando a campanha para a sucessão de Bush em 2008 começa a esquentar? Ele é pré-candidato, afinal? Sempre peremptório em sua negativa, o democrata relativizou pela primeira vez em entrevista na última edição da revista "Time": "Não descartei [concorrer à Presidência]. Mas não acho provável que isso aconteça".

De qualquer forma, mesmo dizendo seguidamente nos últimos seis meses que não concorrerá, vê seu nome aparecer nas pesquisas de opinião pública em terceiro, com 12%, ao lado de John Edwards e atrás de Hillary Clinton e Barack Obama -todos democratas.

Em entrevista anteontem à noite ao apresentador da CNN Larry King, Gore diminui ainda mais o tom assertivo com que confirmava que não concorrerá. "Não vejo necessidade (de negar a candidatura"), disse.Em "Assault on Reason", porém, Gore não menciona as eleições de 2000. Ele chega a criticar a Justiça em geral, mas sem citar o caso que lhe valeu a perda da Presidência.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Os novos planos de Al Gore

No último domingo, dia 20, o The New York Times publicou uma longa reportagem a respeito do ex-candidato à presidência dos EUA, abordando desde sua história política como membro do Congresso e como vice de Clinton, até os seus planos na questão do aquecimento global. A idéia é não deixar cair a bola levantada por "Uma verdade inconveniente" e tentar mobilizar milhões de pessoas no mundo todo a favor da redução da emissão de gás carbônico. Além da versão impressa do documentário, estão para sair nas livrarias versões para adolescentes e crianças, além de um outro livro que Gore está escrevendo sobre a opinião pública americana: The assault on reason.

Mas o mais importante é, sem dúvida, a rodada de concertos musicais prevista para julho, denominada Live Earth. O evento será promovido por Kevin Wall, famoso na área de concertos globais, e todo o dinheiro arrecadado deverá ir para a Alliance for Climate Protection (da qual Gore faz parte). Os shows deverão acontecer em todos os continentes - inclusive na Antártida! - e, para o concerto em New Jersey, EUA, estão previstos artistas e bandas como Police, Smashing Pumpkins, The Dave Mathews Band, Alicia Keys e outros... Para o que vai ocorrer em Londres, estarão presentes Madonna, The Black Eyed Peas, The Beastie Boys, Duran Duran, Red Hot Chilli Peppers, entre outros. A transmissão ao vivo será feita por rádio, TV e internet para mais de cem países.

A eficiência desse tipo de evento deve ser questionada, já que, apesar de atingir milhões de pessoas, não há a menor garantia de que o objetivo de conscientizá-las a respeito do aquecimento global será atingido. As chances de isso acontecer, aliás, são mínimas, diante da lista de bandas e cantores pop que desviam toda a atenção para si. Aliar informação com entretenimento de forma a criar uma opinião é tarefa complicada, e não deveria ser realizada por produtores de concertos de rock (como nesse caso), interessados apenas em obter um sucesso instantâneo. O risco disso é transformar o aquecimento global em um modismo, ao invés de uma preocupação, aliando-o a personalidades que podem usar o tema como mais uma forma de marketing. Se o objetivo da alinça de Gore é colocar o assunto na cabeça das pessoas, em especial dos americanos, no sentido de provocar uma reação política que transforme a realidade num prazo de dez anos, talvez a abordagem devesse ser outra, tão politizada quanto o objetivo que se quer atingir.

Link da reportagem:
http://www.nytimes.com/2007/05/20/magazine/20wwln-gore-t.htm

terça-feira, 22 de maio de 2007

Sustentabilidade é a alma do negócio


Aquecimento global, créditos de carbono, emissões de gases poluentes. Esses e muitos outros temas que aparecem em discussões atualmente estão relacionados a um também novo popular conceito: a sustentabilidade.
Se procurarmos a palavra, vamos encontrar a seguinte definição:

Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado à continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.
Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, seus membros e suas economias possam preencher suas necessidades e expressar seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.
A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.
Para ser sustentável, um assentamento ou empreendimento humano, necessita atender a 4 requisitos básicos, ser:
· ecologicamente correto;
· economicamente viável;
· socialmente justo; e
· culturalmente aceito.

Fonte: Wikipedia


O bichinho da sustentabilidade não picou apenas a sociedade e seu mais novo e famoso porta-voz, Al Gore. As grandes corporações também passaram a se mobilizar para entrar nessa onda.
Veja abaixo textos encotrados em sites de grandes empresas que afirmam utilizar práticas sustentáveis:

Philips

http://www.sustentabilidade.philips.com.br

A preocupação com a preservação do meio ambiente está diretamente ligada ao planejamento estratégico da Philips, em que produtos, processos e serviços são revistos, planejados e produzidos com esse objetivo.
Desenvolver produtos que causem o menor impacto possível ao meio ambiente é a base de nosso princípio de negócio sustentável, seja pela diminuição de seu peso, menor uso de substâncias tóxicas, consumo de energia reduzido, reciclagem e descarte de embalagens, ou por acreditar que a prevenção ainda é a melhor solução.


Banco Real

http://www.bancoreal.com.br/sustentabilidade/

“A sustentabilidade é o principal negócio da minha carreira”
A frase de abertura, de Neubert Cecchetti, gerente regional do Banco no Rio de Janeiro, ilustra um movimento importante da nossa área que atua com empresas de médio porte. Nesse segmento, que reúne companhias bem estabelecidas, com receita anual de até R$ 150 milhões, nossos negócios crescem a uma taxa superior a 40% ao ano, e a sustentabilidade tem sido uma importante alavanca desse aumento. Muitas delas têm se aproximado do Banco por alinhamento de valores e já representam 12% do nosso faturamento com clientes corporativos.


São apenas dois exemplos de adoção às novas regras sustentáveis. E o exemplo do Banco Real mostra o motivo ($$$) pelo qual a palavra já passou a fazer parte do vocabulário da maioria corporações.
O lucro é um dos principais motivadores das ações sustentáveis realizadas por empresas. A imagem “empresa amiga da natureza” é outro motivo. Mas seria no mínimo ingênuo criticar ou enxegar de maneira negativa esse esforço. Enquanto os governos ainda estão discutindo seus planos de ação, as empresas passaram por cima dessa burocracia e estão trilhando seus próprios caminhos para diminuir os efeitos que causam ao meio ambiente. Qual o mal em lucrar com essas práticas sustentáveis? Já que estamos falando de empresas que tem o lucro no primeiro plano de seus negócios, não poderia ser diferente. O que não pode faltar é uma fiscalização para comprovar que essas práticas são realmente efetivas.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Exclusivo: Al Gore fala ao Repórter Eco

Entrevista concedida por Al Gore ao programa Repórter Eco, da TV Cultura, por ocasião de sua visita ao Brasil como convidado especial para a cerimônia de entrega do prêmio ECO 2006.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

"Parabéns, vocês conseguiram."

Vídeo do GreenPeace comentado na aula de discussão sobre o Aquecimento Global.

Nossa realidade

Vídeo dos alunos da Faculdade Maurício de Nassau - Recife/Pernambuco- Comunicação Social

quarta-feira, 16 de maio de 2007

R$50 milhões for your thought!

A notícia é antiga, mas vale a pena divulgar.
O presidente da empresa Virgin, Richard Branson, lançou, no dia 7 de fevereiro deste ano, a iniciativa de pagar 12,5 milhões de libras, o que da mais ou menos de R$51 milhões, para a pessoa que descobrir a melhor forma de limpar o dióxido de carbono da atmosfera. Al Gore, como bom ambientalista, se juntou a causa!

Magnata oferece R$ 50 mi para melhor idéia de 'limpar o ar'
O presidente das empresas Virgin, o milionário britânico Richard Branson, está oferecendo 12,5 milhões de libras (cerca de R$ 51,5 milhões) para a pessoa que apresentar a melhor forma de retirar da atmosfera quantidades grandes de dióxido de carbono.

Branson lançou a competição nesta sexta-feira em Londres junto com o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore.

Um grupo de juízes vai avaliar as idéias apresentadas.

Branson afirmou que a humanidade precisa perceber a escala da crise em que se encontra.

"A Terra não pode esperar 60 anos. Quero um futuro para meus filhos e para os filhos de meus filhos. O tempo está passando", disse Branson em uma entrevista coletiva.

Desafio moral

Para avaliar as inovações que vão concorrer ao prêmio foram convidados James Hansen, chefe do Instituto de Estudos Espaciais da Nasa, o escritor e teórico James Lovelock, o ambientalista britânico Crispin Tickell, o conservacionista australiano Tim Flannery.

Os juízes buscam um método que irá retirar da atmosfera pelo menos um bilhão de toneladas de carbono por ano.

Al Gore, ex-candidato à presidência e agora ativista ambiental, se uniu ao presidente da Virgin.

"É um desafio moral à imaginação da humanidade para, na verdade, aceitar a realidade da situação que estamos enfrentando", disse Gore.

"Não estamos acostumados a pensar em uma emergência planetária, e não há nada em nossa história anterior, como espécie, que nos permita imaginar que nós, como seres humanos, podemos estar em um processo de destruição da habitabilidade do planeta", acrescentou.

Em seu recente documentário, Uma Verdade Inconveniente, Gore se concentrou no aquecimento global.

A captura e armazenamento de carbono já é uma área importante de pesquisa.

Cientistas tentam encontrar uma forma de remover o gás de efeito estufa da atmosfera e estocá-lo em campos extração de petróleo e gás, injetá-lo no fundo do oceano ou transformá-lo em líquidos ou sólidos que sejam termodinamicamente estáveis.

Efeitos da poluição sobre as obras humanas

A matéia da Folha Online é bem interessante para mostrar como os efeitos da deterioração do planeta não são vistos apenas na natureza, mas também naquilo que o homem construiu e considera como seu patrimônio. Além de espécies em extinção, temos também monumentos históricos importantíssimos sentindo o efeito da poluição.

Sem intervenção, Taj Mahal vai amarelar por causa de poluentes O Taj Mahal, na Índia, está ficando amarelo por causa da poluição.

A afirmação foi divulgada em um relatório apresentado por uma comissão do parlamento local criada para investigar o assunto. O estudo diz que a construção deve ser submetida a uma intervenção imediatamente ou a camada que a envolve fará com que o mármore perca para sempre a brancura.

O monumento foi construído no século 17 na cidade de Agra em mármore branco, pelo imperador ShaJahan em memória de sua mulher. É um patrimônio tombado pela Unesco. O governo da região de Uttar Pradesh, onde se encontra Agra, proíbe há alguns anos a instalação de qualquer tipo de indústria num raio de 14 quilômetros ao redor do monumento e também a circulação de qualquer veículo motorizado no entorno da construção.

Apesar das proteções, os equipamentos que monitoram a saúde na área em torno do Taj Mahal apontaram uma presença constante de dióxido de enxofre e outras substâncias poluentes. Segundo especialistas, as mudanças climáticas também atuam sobre o mármore do monumento. A comissão parlamentar pediu à Archeological Survey of India que tome providências para salvar o monumento, que é o lugar mais visitado da Índia e é candidato forte para ser reconhecido como uma das novas sete maravilhas do mundo.

Eficiência dos combustíveis nos EUA

A matéria a seguir foi publicada no site do The New York Times em 15/05 e aborda um assunto que pode ser relacionado ao documentário "Uma verdade inconveniente". Há um momento em que Al Gore mostra um gráfico que retrata a defasagem do estado norte-americano em relação a outros países do mundo (como Japão, China e países europeus) na questão da eficiência dos automóveis. As montadoras americanas ainda utilizam uma tecnologia antiga, que gera maior poluição, enquanto as européias e asiáticas correm atrás do prejuízo.

Ela explora uma declaração do presidente dos EUA a respeito do assunto feita nesta segunda-feira. Ele afirma estar redirecionando sua administração para iniciar o processo de estabelecimento de combustíveis e tecnologias mais eficientes. Na reportagem, vemos que os ambientalistas já criticaram a afirmação, alegando que ficou no ar se as mudanças começariam a ocorrer ainda no mandato de Bush. Este rebate dizendo que nada será feito até o processo de regulamentação estar completo, o que deve acontecer no final de 2008, semanas antes do término de seu governo.

Bush Calls for Work for Higher Fuel Efficiency

By Jim Rutenberg and Edmund L. Andrew

Washington, May 14 — President Bush announced on Monday that he had directed his administration to begin the long process of establishing higher fuel efficiency standards for new cars. But officials said that it was unclear if at the end of that process Mr. Bush would take it upon himself to raise the gas mileage of the nation’s automobiles, which has not significantly increased in decades. And Mr. Bush, speaking in the Rose Garden on Monday afternoon, said nothing would be put into effect until the regulatory process was completed at the end of 2008, just weeks before the end of his term.


Environmental groups, which have long called for substantial increases in the government-mandated fuel standards, expressed skepticism that the administration would enact new standards without Congressional action, and dissatisfaction that Mr. Bush had not offered specifics. And Representative Edward J. Markey, Democrat of Massachusetts and the chairman of the House Select Committee on Energy Independence and Global Warming, called the announcement “a stall tactic.”


Mr. Bush’s announcement came during a period of new headlines about resurgent gasoline prices, as well as international and domestic political pressure to control American emissions of heat-trapping gases from burning petroleum and other fossil fuels. It comes six weeks after the Supreme Court, rebuffing the administration’s arguments, ruled in favor of states that were seeking new federal controls on these emissions from automobiles.


The court found on April 2 that carbon dioxide, the principal heat-trapping gas, is a pollutant under the Clean Air Act and must be regulated by the Environment Protection Agency unless the agency scientifically determines that it does not contribute to climate change or that action is not necessary. A growing scientific consensus holds that carbon dioxide emissions are a serious problem that ought to be addressed urgently.
The E.P.A. administrator,

Stephen Johnson, said during a teleconference with reporters on Monday that the administration was not arguing otherwise. “We accept the Supreme Court’s decision,” Mr. Johnson said, hailing what he said was “the first regulatory step to craft a proposal to control greenhouse gas emissions from new motor vehicles.”


Mr. Bush began the process with an executive order directing the E.P.A., the Department of Transportation, the Department of Energy and the Department of Agriculture to explore regulatory options to enact a proposal he announced in his State of the Union address earlier, which set a goal of reducing the projected growth of oil consumption within 10 years to a level 20 percent lower than current forecasts. Officials have expressed frustration that Congress has not enacted his plan, based on efficiency standards as well as incentives for alternative fuels, which environmentalists have harshly criticized as insufficient.


Mr. Bush said on Monday that he still preferred Congressional action to executive action and that his officials would “work with Congress to pass the 20-in-10 bill.” He said he had directed his cabinet secretaries to complete the regulatory process by the end of 2008 and to “evaluate the benefits and costs before they put forth the new regulation.” The president has opposed setting across-the-board standards of the kind that Congress imposed decades ago, preferring flexibility to account for vehicle size and safety specifications, said Scott Stanzel, a White House spokesman.


Senator Harry Reid, Democrat of Nevada and the majority leader, said in a statement that the Senate would move forward with its own proposals, which include raising average passenger car fuel standards to 35 miles per gallon over 10 years from 25 m.p.g.. But, he said of the president, “if he brings forward proposals that make legal, economic and environmental sense, we will work with him as we legislate.” Mr. Johnson, of the E.P.A., said that if the administration moved forward with the new rules, they would go into effect by the end of 2008.


Officials said the review would also consider regulatory avenues toward increasing the production of alternative and renewable fuels to 35 billion gallons a year, which would be significantly above the current mandate. Environmental advocates said that taking many months to propose new rules, receive public comment and issue them in final form was reasonable. But they said Monday’s announcement gave them no reason to abandon their doubts about the probable result.


“This really amounts to saying, ‘Trust us, we’re doing something,’ ” said David Doniger, policy director for the climate center of the Natural Resources Defense Council, which was a party to the Supreme Court case. “It’s a clever effort, maybe a half-clever effort, to slip out of a corner. We haven’t been promised any specific reduction in global warming pollution, or any specific increase in the efficiency in cars.” He said the president’s directive seemed to limit the E.P.A.’s flexibility by requiring that it act with sister agencies, meaning, “they can only walk as fast as the slowest one of them.”


Joan Claybrook, president of Public Citizen, a public interest group, criticized the president’s plan for relying on his “20-in-10” proposal as a starting point because of its large reliance on alternative fuels, which “opens the door for coal-to-liquids based fuel, which has the potential to emit more than twice as much carbon dioxide as gasoline.” She called on Congress to set standards legislatively.


Arguments in Mileage Lawsuit



SAN FRANCISCO, May 14 — Lawyers representing California and 10 other states gave arguments here on Monday in a lawsuit intended to force the government to increase gas mileage requirements for minivans, pickups and sport utility vehicles. The suit, filed in November, asks the United States Court of Appeals for the Ninth Circuit to force the National Highway Traffic Safety Administration to conduct an environmental impact study of fuel efficiency standards announced in April 2006. Those rules, which require automakers to act by 2010, raised fuel efficiency requirements by a little over a mile per gallon.


Attorney General Jerry Brown of California said the rules failed to take into account how man-made pollution affected the environment, as well as ignored political instability in the Middle East and the development of newer, cleaner fuels. “They didn't consider global warming; they didn't consider alternative technologies; therefore they didn't do their job,” said Mr. Brown on the steps of the courthouse. “It doesn't make sense from a science point of view or a homeland security point of view.”

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Luta contra o aquecimento global


Desde 1978 que Al Gore, ex-vice-presidente democrata, vem alertando a população sobre a sistemática destruição do meio ambiente em escala mundial. A causa disso é o crescente acúmulo do dióxido de carbono que fica preso na atmosfera terrestre, causando o aquecimento global.

As imagens que vemos no documentário “Uma verdade inconveniente”, protagonizado pelo político, mostram as atuais alterações que o nosso planeta está passando, tais como o derretimento das geleiras da Antártica que se desmancham nas águas oceânicas e causam a morte de milhares de ursos polares que dependem delas para viver. Resultado: diversas espécies estão desaparecendo.

O aumento do nível térmico mundial é outro vilão e dele resulta uma série de furacões, enchentes, secas, pragas de insetos e epidemias. Chegará um ponto que as mudanças climáticas terão avançado de tal forma que a situação será irreversível e diversas cidades serão inundadas. Fica evidente a irresponsabilidade dos políticos que não reconhecem a urgência de propor mudanças para que não aconteça uma fatalidade. E mesmo as ações individuais devem ser incentivadas para que o quadro mude num futuro próximo.

Em entrevista ao Fantástico, do dia 13/05/07, Al Gore mostra-se otimista em relação à contenção do aquecimento global. Ele diz que nos EUA o atual Congresso está se “movimentando para exigir a redução das emissões”. Segundo o ambientalista, 472 cidades americanas aderiram de maneira independente ao Protocolo de Kyoto e, para ele, em breve a situação deverá mudar.

Quando questionado se os países mais ricos devem custear a redução de emissão de gases em países como o Brasil e a China ele diz: “Os países mais ricos devem, primeiro, tomar medidas para reduzir sua própria poluição. E, depois, devem cooperar com nações, como a China, para ajudá-los a reduzir mais rapidamente suas emissões. E trabalhar com o Brasil, por exemplo”.

Al Gore no Brasil

Desta vez Al Gore visita o Brasil por um motivo especial: divulgar o Live Earth. O evento será realizado no dia 7 de julho, e pode se tornar o maior concerto de música da história. O Live Earth acontecerá em sete cidades; Sydney, Tóquio, Xangai, Johanesburgo, Londres, Hamburgo, Nova Jersey e Rio de Janeiro. Os espetáculos têm como objetivo chamar a atenção do mundo sobre o problema do aquecimento global e dizer à população que está na hora de salvar o mundo. No Rio de Janeiro a praia de Copacabana foi o local escolhido para receber as atrações.

Mais do que uma questão ambiental

Idealizado pelo ex-candidato à presidente dos Estados Unidos Al Gore, que aparece em boa parte do longa-metragem, o documentário "Uma verdade inconveniente" foi dirigido por Davis Guggenheim, que, além de episódios para as séries televisas ER e 24 Horas, já havia feito o filme "Intrigas".

Uma Verdade Inconveniente mostra como e por quais motivos à emissão de substâncias poluentes e o mau uso dos recursos naturais tem impactado no aquecimento global e em demais problemas bastante atuais.

Trata-se de um filme bastante didático, que mostra por meio de gráficos, fotos e estudos o problema do aquecimento global. Há a claríssima intenção de alertar o público dos problemas pelos quais o planeta passa, mas pode-se notar uma dedicação maior para que mais especificamente o público americano preste atenção nisto.

O motivo o próprio filme diz: os Estados Unidos não assinaram o protocolo de Kyoto. Fazer com que a população saiba o porquê da importância do tratado e, conseqüentemente, fazê-la pressionar o governo americano é uma das intenções do filme.

Por isso, podemos pensar que indiretamente, mas ainda assim bastante explícita, é recolocar Al Gore no cenário político. Os 20 minutos finais são quase uma ovação ao político, faltando apenas o tradicional "vote em mim" dito pelos candidatos. Pode até ser que Al Gore não se candidate a nada nas próximas eleições americanas, mas o tom no qual o filme é finalizado deixa a forte impressão que isto não ocorrerá.

África e América do Sul estão fora das discussões

Por que a África e a América do Sul não tem significância neste filme? O aquecimento mundial, um problema global, é abordado sob várias formas e sempre citando o que aconteceria em vários pontos do planeta se a situação piorasse. Caso as calotas polares derretessem ou as correntes climáticas mudassem, por exemplo.

Em momento algum é mostrado o que ocorreria em algum ponto destes dois continentes? A única vez em que a América do Sul é citada é de passagem, quando Al Gore menciona a existência de um furacão que atingiu o Brasil em 2004. Índia, China, Europa, Japão, Estados Unidos, México... Todos estes países ou continentes são usados nos exemplos das possíveis conseqüências. América do Sul e África foram excluídos, como se não fizessem parte do planeta.


A questão da publicidade e o marketing

A mensagem catastrófica do aquecimento global está literalmente em toda parte. Ela doutrina nossas crianças nas escolas. Circula livremente nas mensagens publicitárias das empresas - criadas especialmente para mostrar a sua "responsabilidade social corporativa" e vender os seus produtos "ambientalmente responsáveis" (cuja pesquisa e desenvolvimento é provavelmente financiada por dinheiro proveniente dos impostos).

Somada a este substancial poder de fogo está uma mídia condescendente, que oferece capas e capas de revistas com fotos de gelo derretido, além da indústria cinematográfica e televisiva que não perde uma só oportunidade de fazer referência ao assunto. O próprio documentário de Al Gore esteve nos cinemas do país por meses e o ex vice-presidente é convidado para os talk-shows quase toda semana.

COLABORAÇÃO ESPECIAL: Vanessa Sulina

domingo, 13 de maio de 2007

O que podemos fazer para minimizar o efeito do Aquecimento Global?



- Passe a usar fontes de energia renováveis;
- Reciclar;
- Sempre que puder, andar ou usar bicicleta;
- Passe a usar fontes de energia renováveis como a eólica, solar, geotérmica, bagaçu da cana, etc;
- Confira se sua companhia elétrica oferece "Energia Verde". Se não, pergunte por quê?;
- Eleja líderes que prometam resolver esta crise;
- Plante árvores, muitas árvores;
- Incentive a utilização e produção de álcool;
- Aprenda o máximo que puder sobre a crise climática e repasse o seu conhecimento para os demais.

Para Al Gore a solução está em nossas mãos. Você concorda?


"Cada um de nós é uma causa do Aquecimento Global. Mas podemos optar por mudar isso com o que compramos, a energia que usamos, o carro que dirigimos. Podemos optar por baixar nossas emissões de carbono a zero. As soluções estão nas nossas mãos. Só temos que ter determinação para fazer acontecer. Somos capazes de nos superarmos e superarmos o passado? Está pronto para mudar o modo como você vive?"
AL GORE

Ouça agora a Canção que virou Hino contra o Aquecimento Global



I need to wake up *
(Música, Letra e Interpretação: Melissa Ethridge)


Have I been sleeping?
I’ve been so stillAfraid of crumbling
Have I been careless?
Dismissing all the distant rumblings
Take me where I am supposed to be
To comprehend the things that I can’t see

Cause I need to move
I need to wake upI need to change
I need to shake up
I need to speak out
Something’s got to break up
I’ve been asleep
And I need to wake up
Now

And as a child
I danced like it was 1999
My dreams were wild
The promise of this new world
Would be mine
Now I am throwing off the carelessness of youth
To listen to an inconvenient truth

That I need to move
I need to wake up
I need to change
I need to shake up

I need to speak out
Something’s got to break up
I’ve been asleepAnd I need to wake up
Now

I am not an island
I am not alone
I am my intentions
Trapped here in this flesh and bone
And I need to move

I need to wake up
I need to change
I need to shake up
I need to speak out
Something’s got to break up
I’ve been asleep
And I need to wake up
Now

I want to change
I need to shake up
I need to speak out
Oh, Something’s got to break up
I’ve been asleep
And I need to wake up
Now

* Vencedora do Oscar na categoria de Melhor Canção.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Redução das emissões de carbono


Para debater mais sobre o assunto o Humanity & Environment conversou com Américo Kerr, professor e doutor em meteorologia pelo IAG-USP. Seu trabalho com pesquisas de poluição do ar com o CO2 e outros gases estufas gerados principalmente no uso de combustíveis fósseis são um dos principais componentes para o aumento do efeito estufa e sua interferência direta nas mudanças climáticas globais. Ressalta, que as pessoas pensam no efeito estufa como algo maléfico e na verdade, segundo ele, é uma coisa benéfica.

Humanity & Environment - O que é o efeito estufa?
Américo Kerr
- É a radiação solar que atravessa a atmosfera terrestre e vem bater na Terra aquecendo-a. A Terra aquecida ela irradia de novo, não é reflexão. Enquanto a luz do sol é uma luz visível, a luz que a Terra irradia não é visível, a radiação da Terra ela não é visível, ela é infravermelha. A atmosfera é bastante transparente a esta radiação que vem do sol porque é uma radiação na luz visível, agora ela é bastante opaca as radiações infravermelho, então a atmosfera absorve o infravermelho e se aquece. Se não existisse esse efeito de aquecimento provocado pela atmosfera a estimativa é que a superficie terrestre teria uma temperatura média em torno de 18 graus negativos e temos hoje termos de 14,5 positivos. O efeito estufa é estremamente importante para a vida.



H&E - Quais os problemas com o aumento desse efeito?
Kerr - O problema é que a evolução tecnológica proporcionada pelo homem ao longo dos séculos condicionou a utilização em larga escala de combustíveis fósseis como o petróleo, ocasionando o aumento do poluente CO2 na atmosfera, bem como, a evaporação do metano o principal componente do gás natural que se utiliza em veículos. Quando você queima um combustível sobre alta pressão, que é o que se faz em um veículo diesel, você elimina óxidos de nitrogênio. Estes óxidos de nitrogênio por ação da luz eles acabam produzindo ozônio, um grande absorvedor de energia que interfere no efeito estufa. Assim, quando se usa caminhão, carro ou ônibus você estará emitindo CO2 da queima do combsutível, elimina metano de combustão incompleta ou da evaporação do combustível no abastecimento, do uso. O lançamento dos óxidos de nitrogênio acabam produzindo o ôzonio por reação fotoquímica.

H&E - Quais desses gases é mais prejudicial ao meio ambiente?
Kerr - O metano absorve muito mais radiação que o CO2. É que a quantidade dele que vai para a atmosfera é menor, mas ele é muito mais problemático que o CO2. O CO2 é gás principal no sentido de que é o principal gás estufa emitido pelo homem. O pessoal converte o efeito dos outros gases em termos de CO2, então se faz a equivalência.

H&E - Qual a grande mudança climática que pode ocorrer?
Kerr -
A questão da água é a principal incerteza nas mudanças climáticas, tanto envolvendo chuva quanto vapor de água. Todo o processo de combustão ele termina em CO2 e água. As pessoas não prestam muita atenção, mas o principal gás estufa é o vapor de água. Quando você aquece mais, você produz mais vapor de água e a conseqüência disso é que provavelmente pode aumentar a temperatura, mas não necessariamente é isso o que acontece. Esse vapor de água vira nuvem e quando você forma nuvem, dependendo do tipo de nuvem se aquece ou esfria. Agora o que o homem tem colocado na atmosfera é CO2 e o metano, mas não é só isso, tem a decomposição do esgoto, a criação de gado, os animais quando ruminam, por exemplo, a vaca, o carneiro que liberam muito metano no processo.

H&E - Há outro gás que interfere no aumento do efeito estufa?
Kerr - Tem também o óxido de nitrogênio que é possível eliminar com a utilização de catalisadores. A produção desse óxido vem do nitrogênio que está no ar, que entra na atmosfera para queimar junto com os outros gases. Quando você usa catalisador você faz com que o óxido de nitrogênio volte a ser nitrogênio. Então isso evita a produção do ôzonio. Na combsutão há também a produção do monóxido de carbono quando você usa o catalisador você faz o monóxido de carbono tornar-se dióxido de carbono. CO não é um gás de estufa significativo, mas é muito danoso a saúde. E tem também o N2O (óxido nitroso) principalmente gerado pela agricultura e o CFC gerados por esses gases de ar condicionado (antigos).

H&E - E os biocombustíveis?
Kerr -
Não podemos ter ilusões em relação ao biocombustível porque você vai estragar na outra ponta. Para você ter o biocombustível você tem que ficar plantando. Você tem que ocupar as terras e está destruindo vegetação natural para fazer o plantio de soja e de cana. Claro que o pessoal do agronegócio acha que isso é solução. Primeiro que não tem área suficiente para sustentar o mundo todo, seria preciso mais de um Brasil para sustentar o uso do combustível do mundo todo. Então, o combustível renovável ele é interessante. Mas, se vamos manter o nível de consumo que temos hoje, não vai ser solução, ele vai arrebetar toda a terra que temos no País. O mundo já perdeu 1/5 das áreas agriculturáveis. A terra depois de exposta, ela vai se desgastando, ela perde a capacidade dela de produção. A solução do biocombustível não vai ser boa, ela não vai resolver o problema atual porque a dimensão dela é problemática.

H&E - E o crédito de carbono?
Kerr - Há um grupo grande de pessoas que não concordavam com a questão da venda de crédito por não saber se seria possível contabilizar e acompanhar os processos. Na questão do lixo pode-se usar o gás da decomposição como combustível. Se você recicla algumas matérias-primas você economiza uma quantidade de energia monumental, como no caso das latinhas de alumínio. A energia para você reutilizar a latinha muitas vezes é menor do que aquela para extrair originalmente do minério. Uma das possibilidades é fazer estes tipos de projetos em países de terceiro mundo. No momento que você negocia você vai saber o quanto você vai absorver da atmosfera o CO2 ou quanto vai deixar de emitir para a atmosfera. O controle sobre isso que eu acho que não é muito seguro. O ideal é você optar por tecnologias que resolvam o problema. Você tem que investir mais, trocar metodologias de trabalho, mas é um trabalho que compensa a longo prazo. A palavra é sustentabilidade. Procurar soluções que consomem menos energia. O caminho é racionalizar a vida, o outro caminho é o imediatismo . Ele a longo prazo vai custar muito caro para a sociedade, então essas questões da compra vem no caminho da dissimulação.

Colaboração: Vanessa Sulina

terça-feira, 8 de maio de 2007

Custo baixo para manter as reduções climáticas é economicamente viável

Os humanos precisam fazer cortes profundos nas emissões de gases nocivos nos próximos 50 anos para manter o aquecimento global sob controle, mas isso pode custar apenas uma pequena fração da produção mundial, apresentado no relatório da Organização das Nações Unidas, no dia 04 de maio.


O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), no terceiro de uma série de relatórios, disse que a manutenção do aumento das temperaturas dentro da margem de 2 graus centígrados custaria apenas 0,12% do produto interno bruto anual. "O preço a ser pago é baixo para reduzir o risco de um grande prejuízo climático", disse Bill Hare, assessor do Greepeace que participou da elaboração do relatório.

Para manter a margem de 2 graus de aquecimento, que cientistas dizem ser necessária para evitar mudanças desastrosas no clima mundial, é preciso que as emissões de dióxido de carbono caiam entre 50% e 85% até 2050. Mas avanços tecnológicos -- principalmente na produção e no uso mais eficiente de energia -- significam que essas metas são possíveis, afirma o texto.


O relatório ressalta o uso de energia nuclear, solar e eólica, mais prédios e iluminação com uso eficiente de energia, bem como a captura e o armazenamento de dióxido expelido por usinas movidas a carvão, além de plataformas de petróleo e de gás. O painel disse também pela primeira vez que mudanças no estilo de vida podem ajudar no combate ao aquecimento global.


O texto não dá exemplos, mas o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, disse que entre suas sugestões pessoais estão desligar o termostato e consumir menos carne vermelha, o que poderia reduzir as emissões de metano animal. "Há medidas de estilo de vida, mas você não abrirá mão de nada e pode até beneficiar-se", disse ele em entrevista coletiva.


O relatório, aceito por cientistas e autoridades de mais de 100 países, revê os últimos dados científicos sobre custos e meios de cortar o aumento das emissões. O objetivo é formar uma linha de ação para governos, sem dizer exatamente o que fazer. Mas a mensagem foi clara -- a bola está agora com os governos e já não é possível aceitar adiamentos."Não há desculpas para esperar", disse o Comissário Europeu do Ambiente, Stavros Dimas.


Pachauri disse que um alto interesse público pode levar governos a agir."Em uma democracia, no final das contas é o povo que vai criar pressão para mudanças e iniciativas", disse ele à Reuters. Em alguns casos, disse o painel, a tecnologia pode resultar em benefícios significativos, como cortes nos custos de saúde, ao diminuir a poluição. Até mesmo um calendário para o plantio de arroz, ou um melhor gerenciamento de rebanhos bovinos e caprinos podem ajudar a cortar as emissões de metano, diz o relatório.


Os dois relatórios anteriores previram um futuro sombrio em decorrência do aquecimento global induzido por humanos, com mais fome, secas, ondas de calor e elevação dos níveis dos mares.
Fonte: Reuters