5 de junho foi o Dia Internacional do Meio Ambiente e durante toda a semana diversas notícias circularam na internet, jornais, telejornais e revistas sobre o assunto. Questões sobre o futuro da humanidade foram levantadas e o que mais preocupa a população, atualmente, são os efeitos do aquecimento global.
Confira, a seguir, duas matérias sobre o tema. A primeira foi publicada no site de notícias Yahoo, no dia 6 de junho de 2007, e fala sobre a possível destruição de momumentos históricos em diversas cidades do mundo, devido ao aquecimento da Terra; e a segunda saiu na revista Carta Capital, também no dia 6 de junho de 2007 (página 56) e fala sobre o lançamento de uma cartilha educativa sobre o meio ambiente.
Aquecimento ameaça marcos culturais, aponta ONG
A elevação do nível dos mares, o crescimento dos desertos e a intensificação dos fenômenos climáticos ameaçam importantes marcos culturais do mundo, informa o Fundo Mundial dos Monumentos em seu mais recente relatório dos locais mais ameaçados do planeta. A lista deste ano dos 100 Locais Mais Ameaçados - que inclui pontos em 59 países, inclusive no Brasil - é a primeira a incluir o aquecimento global entre as diversas pressões que, segundo a organização, ameaçam o patrimônio cultural e arquitetônico da humanidade.Outros fatores incluem conflitos políticos, poluição, turismo e - como no caso do local brasileiro citado, o distrito histórico da cidade goiana de Parangatu - o desenvolvimento imobiliário. "Nesta lista, o homem é, de fato, o inimigo", disse a presidente do Fundo, Bonnie Burnham, em nota. "Mas, da mesma forma que causamos o dano, podemos repará-lo".Os Estados Unidos têm o maior número de locais ameaçados, sete. Há seis no Peru, cinco na Índia e na Turquia, e quatro no Reino Unido. Na Mauritânia, desertos cercam a Mesquita de Chinguetti. Na Antártida, uma cabana usada, há mais de um século, pelo explorador Robert Scott corre o risco de ser soterrada por tempestades de neve cada vez mais intensas.
Cartilha para o meio ambiente
O governo federal lança um kit de publicações educativas
Comemorações e protestos misturam-se nos setores do governo federal que lidam com a chamada educação ambiental não-formal, aquela realizada fora do âmbito escolar. Para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, e a Década da Educação Ambiental para as Sociedades Sustentáveis, proclamada pela Unesco em 2005, o Ministério do Meio Ambiente lança em Brasília um kit de publicações, a ser entregue a formadores de opinião no Brasil e nos países africanos de língua portuguesa.
"Será uma ferramente para educadores ambientais populares", promete Marcos Sorrentino, titular do Departamento de Educação Ambiental do ministério.
O Brasil foi um dos 40 países que aderiram imediatamente à Década de Educação Ambiental, informa Celso Schenkel, coordenador de ciências naturais na Unesco/Brasil, que também tem parceria com o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (Cedbs), para estimular a implementação da educação ambiental em empresas.
Enquanto isso, 326 serviços da antiga coordenação de educação ambiental do Ibama, e os respectivos núcleos estaduais, continuam em greve contra a Medida Provisória 366/07, de 26de abril, que partiu em duas a agência ambiental federal.Apesar de a MP ter previsto que a educação ambiental seria um dos pilares da nova política dos organismos, ela não consta nos organogramas do novo Ibama ou do recém-criado Instituto Chico Mendes.
"A ministra Marina Silva garantiu a presença desta área nos dois órgãos. Mas como, sem duplicar funções nem aumentar despesas públicas", indaga Elisabeth Uema, da antiga coordenação do Ibama. Uma das funções da coordenadoria era acompanhar os licenciamentos ambientais. Dos 22 centros de pesquisa do Ibama, 15 ficarão sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
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